18.08.2017 – G1 Discussões de credores sobre plano de recuperação judicial do Hopi Hari são adiadas para setembro

Discussões de credores sobre plano de recuperação judicial do Hopi Hari são adiadas para setembro

Assembleia deixou de ser instalada por falta de quórum na tarde desta sexta-feira. Dívida do parque era de R$ 330 milhões à época em que pedido foi feito à Justiça, segundo advogado.

As discussões sobre o plano de recuperação judicial do parque Hopi Hari foram adiadas desta sexta-feira (18) para 1º de setembro, em virtude de quórum insuficiente de credores. À época em que o pedido foi feito pelo centro de diversões à Justiça, em agosto de 2016, a dívida era de pelo menos R$ 330 milhões.

De acordo com o administrador judicial, Gilberto Giansante, a reunião teve início por volta das 13h no teatro do centro de diversões, em Vinhedo (SP). Ela reuniu representantes de 123 credores.

Entretanto, a assembleia sobre o plano deixou de ser instalada porque ela dependia da participação superior a 50% em cada uma das classes envolvidas no processo em tramitação: trabalhista, garantia real (empresas/profissionais), quirografários, e as micro e pequenas empresas.

O percentual mínimo foi determinado em edital formulado pela 1ª Vara Cível do município.

“É comum isso ocorrer, porque o quórum muito alto. A classe trabalhista tem mais de 1 mil credores, seriam necessários pelo menos 500 representantes e muitos estão trabalhando, não têm advogados, há vários motivos”, explica Giansante. Segundo ele, o parque tem 1,7 mil credores.

Próxima etapa

A assembleia marcada para 1º de setembro não exige quórum mínimo. Com isso, os credores podem rejeitar, aprovar ou sugerir mudanças para o plano que será apresentado pelo Hopi Hari.

Entre os outros trabalhos previstos na assembleia, de acordo com o documento, está a nomeação de um gestor judicial, quando houver afastamento do devedor; além da possibilidade de formação de um comitê formado exclusivamente por credores que auxiliaria o Poder Judiciário.

“De certa forma, ele também fiscalizaria o cumprimento deste plano”, ressaltou Giansante.

O que diz o parque?

Em nota, o escritório de advocacia, Emerenciano, Baggio e Associados – Advogados, que representa o parque Hopi Hari considerou que a não abertura da assembleia “é algo recorrente em processo de recuperação judicial e demonstra que os credores estão alinhados em resolver as questões”.