04.07.2016 – Advogado analisa reflexos econômicos do afastamento da presidente Dilma Rousseff

Cenário Econômico Impeachment

Veículo: Revista Ações Legais

Data: Maio/2016

Link: http://www.revistaacoeslegais.com.br/edicoes/66/#52-53

Advogado  analisa reflexos econômicos  do afastamento da presidente  Dilma  Rousseff

 

Dr. Adelmo

“0 primeiro  é um aumento da confiança

em medidas de aquecimento  do mercado

e que refletirá de maneira positiva  nas

estratégias de médio prazo”

 

Especialista em direito empresarial, 0 advogado Adelmo Emerenciano acredita que dois cenários diferentes podem ser reflexos do afastamento de Dilma Rousseff da presidência da república. “O primeiro é um aumento da confiança em medidas de aquecimento  do mercado e que refletirá de maneira positiva nas estratégias de médio prazo”, coloca.

Para ele, o segundo é a divulgação do tamanho do rombo nas contas públicas que poderá aumentar a percepção de risco sobre o mercado brasileiro e a capacidade de cumprimentos das obrigações do governo e das empresas suportarem aumento de carga tributária, aumento dos juros e depreciação do real frente ao dólar.

De acordo com Emerenciano a economia apresentará resultados mais positivos a longo prazo. “Há uma força inercial do descontrole das contas públicas e do desgoverno e falta de previsibilidade da ação governamental. A velocidade da queda do Produto Interno Bruto (PIB) dependerá das ações concretas que ainda não foram sequer anunciadas de maneira objetiva. Por enquanto temos apenas intenções”, assinala.

Sobre o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o advogado afirma que o ex-presidente do Banco Central goza de confiança dos mercados e de prestígio internacional. “É um gestor austero e já sinalizou que é necessário um choque de realidade, descobrir os esqueletos e dimensionar o tamanho do déficit; é um bom começo”, avalia.

Emerenciano avalia que a redução do número de ministérios tem um efeito mais simbólico. “A redução dos cargos comissionados, a limitação dos aumentos crescentes de salários e gastos com pessoal, a reforma da previdência e a renegociação das dívidas com os estados são os pontos principais a serem enfrentados no curto prazo e que tem potencial para modificar os rumos da economia”, analisa.

“A velocidade da queda do

Produto Interno Bruto (PIB) dependerá 

das ações concretas que ainda

não foram sequer anunciadas

de maneira objetiva”